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Eram três horas da tarde e Tiago estava trancado na estufa, regando as flores, ele estava muito entretido com elas, botava água, tocava, ele não gostava de ter flores, ele gostava de sentir as flores.
Ele estava tão absorto em seu trabalho, que só parou de mexer nas tulipas quando sentiu um calor no bolso, e ao sentir o ouro quente da corrente de seu pai um arrepio subiu pelas costas de Tiago, ele lembrou que tinha que abrir a medalhinha da corrente, logo, se pôs a tentar.
Tentou quebrá-la com um martelo, mas ela parecia não abrir, e mais que isso, demonstrava dor ao ser batida com a ferramenta. Tentou abri-la à força, mas ela parecia não querer abrir de jeito algum, era como se alguém estivesse segurando ela por dentro.
Quando Tiago olhou o relógio, e percebeu que passara 4 horas tentando abrir a corrente desistiu de tentar abri-la, atirou a corrente para longe e ela foi cair no meio de algumas tulipas azuis que estavam na mesa, cortadas, mas que ainda não haviam morrido. Ele havia dado as costas, mas passado cinco minutos sentiu um brilho estranho vindo do ponto onde largara a corrente, olhou pra trás rapidamente.
- Mas que mer... - as palavras pareciam não querer sair de sua boca, ele estava em estado de choque, pois as tulipas azuis que estavam no chão iam perdendo a cor, e ficando cada vez mais brancas, a cor das flores parecia ir para dentro da corrente.Até que com um pequeno clac! a medalhinha se abre, e de lá sai uma fumaça azulada, que aos poucos vai tomando a forma de um homem, alto, de cabelos morenos e olhos verdes.
- Adoro tulipas azuis, eu tinha que ser libertado assim – o homem começou a observar a estufa até pousar os olhos em Tiago – Oh, sim, pelo visto você me libertou, prazer, eu sou Ádamo, um espírito do amor, e de agora em diante, seu guia.
- Mas que mer... - as palavras pareciam não querer sair de sua boca, ele estava em estado de choque, pois as tulipas azuis que estavam no chão iam perdendo a cor, e ficando cada vez mais brancas, a cor das flores parecia ir para dentro da corrente.Até que com um pequeno clac! a medalhinha se abre, e de lá sai uma fumaça azulada, que aos poucos vai tomando a forma de um homem, alto, de cabelos morenos e olhos verdes.
- Adoro tulipas azuis, eu tinha que ser libertado assim – o homem começou a observar a estufa até pousar os olhos em Tiago – Oh, sim, pelo visto você me libertou, prazer, eu sou Ádamo, um espírito do amor, e de agora em diante, seu guia.
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