segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cap. 2

2
Acordou em um palácio dourado, com cortinas azuis que deixavam o lugar com um brilho azulado, as janelas pareciam as de uma igreja, altas e imensas. Olhando para trás via uma grande porta marrom, onde sentia que não devia atravessar, e a sua frente ficava um trono, com uma mulher sentada, uma mulher linda, olhos azuis penetrantes, cabelos louros soltos e ondulados, ela tinha o rosto muito bem desenhado, e que deixava Tiago confuso, pois ele sabia que já havia visto aqueles olhos antes.
Ele se assustou quando, com uma leveza impressionante, a mulher se levanta e diz:
-Tiago, meu amor, finalmente eu e você.
Ele ficou assustado, não conseguia falar, queria perguntar o que era aquilo, o que estava acontecendo, mas não conseguia.
-Acalme-se, eu entendo você, irei explicar tudo, quando nos encontrarmos de fato.
Ela lê pensamentos também? Como? O que é isso, onde estou? As perguntas fluíam na cabeça de Tiago, mas ele nada conseguia dizer.
-Não leio pensamentos, só os seus. Como e por que não sei bem explicar, mas sei que isso quer dizer alguma coisa, tem que dizer alguma coisa. – disse a linda mulher de cabelos loiros.
Finalmente Tiago consegue falar, se acalma e tenta entender as coisas que estão acontecendo.
- O que é isso? Como vim parar aqui? Você me conhece de onde? Da faculdade?
- Você está sonhando, Tiago, mas veja bem, sonhos nunca são sonhos, você está aqui por que eu quero falar com você, te conheço de muitas, muitas vidas antes.
- Quem é você?
- Você saberá quando vier me encontrar.
- Mas onde você está?
- No seu coração,Tiago, eu te salvei do incêndio, eu te protejo e te ajudo, por mais que você não possa ver, e quando você se lembrar de mim, saberá onde fico, onde estou.
- Por quê só a mim? Eu não tenho nada de especial!
- Tem sim, lógico que tem, ninguém como eu se apaixonaria por qualquer um.
- Como você?- Meu tempo está acabando, preciso te entregar isto. – a mulher deu a Tiago uma tulipa azul com um pequeno cordão de ouro, que tinha uma medalhinha na ponta – Era de seu pai, e quando você conseguir abrir a medalha, saberá o por quê das tulipas, onde estou e quem você é realmente. Agora vá, meu amor, vá cuidar de suas plantas.
Antes mesmo de Tiago conseguir falar tudo já ficava embaçado e ele acordava no jardim da mansão, com o coração a mil, e uma tulipa azul com o cordão de seu pai na mão direita.

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